Sunday, October 29, 2006

Cheias...

Na noite de 24 para 25 de Outubro, abateu-se sobre Portugal uma verdadeira bátega de água, mais concretamente na zona centro da país e na área da capital. A chuva provocou, como costuma ser normal, o caos em Lisboa mas fez estragos noutros pontos do país, inundando ruas e casas um pouco por todo país. Os exemplos mais vísiveis(e também mais graves) ocorreram em Pombal e Soure, com a subida do Arunca, em Tomar, com a subida do Nabão e na zona de Leiria/Marinha Grande/Batalha, em que o Lis e o Lena saltaram das margens.
A questão das cheias partilha do mesmo problema da história dos incêndios: as Câmaras Municipais, em conjunto com o Serviço Nacional de Florestas, deveriam ter a preocupação de cuidar, preservar, limpar e vigiar as matas e florestas pelo nosso país fora.O que acontece? Todos os anos resultam em milhares e milhares de hectares de zonas verdes ardidas. E nas cheias? Saneamento básico que funciona mal, não escoando suficientemente a água, esgotos e valetas entupidas e rios e rios mal limpos, acumulando lixo no seu interior. Para além disto, a informação do Serviço Nacional de Protecção Civil parece ser desprezível para a população.
Em tudo isto, nota-se uma mentalidade evidente de despreocupação, quer pela população no geral e , mais grave, pelos políticos que deveriam zelar pelo bem-estar das suas populações.

Friday, October 27, 2006

Desabafo...

Podemos conviver com pessoas cujas personalidades sejam as mais dificeis de entender, podemos ter a razão toda do Mundo que ninguém acredita em nós, o nosso vizinho pode ter aquilo que sempre nós sonhámos...com tudo isto nós conseguimos viver, com maior ou menor dificuldade e abstraindo-nos dessa situação ou da realidade.
Mas com injustiças...não as consigo suportar...Oportunidades que merecemos e não nos dão, é do pior que pode haver.
O que vale é que esta "injustiça" é um mal menor na minha vida...um ínfimo problema com que me deparo. Fosse eu dar muita importância a ele certamente não viveria a felicidade que vivo neste momento...

Jogos...

Novo Jackpot no Euromilhões, nova corrida às casas da sorte. Nós, os portugueses, somos assim, acreditamos mais na sorte do que no trabalho. E aqueles sem futuro, desempregados ou com situações familiares dificeis, o que fazem? Pois, são esses mesmos que também esbanjam dinheiro e mais dinheiro nos casinos em vez de recorrerem aos amigos ou a procurar trabalho...
Cada vez mais me convenço que os portugueses são uma espécie em vias de extinção...

O poder, segundo os presidentes das Regiões Autónomas

"Com o seu estilo trauliteiro e chantagista, ele prejudica a imagem das regiões autónomas junto da opinião pública nacional"- Carlos César, segundo Alberto João Jardim;
"Carlos César? Não conheço esse gajo de lado nenhum"- Alberto João Jardim

Estas frases até bem que poderiam pertencer a alguns clientes habituais de tascas, a simples conversas de café de maldizer. A verdade é que estas frases pertencem aos nossos líderes das Regiões Autónomas dos Açores e da Madeira.
Se Alberto João Jardim já o conhecemos pelo seu estilo inconfundível, pelas suas palhaçadas, pelo carisma que tem na Madeira, pelo destaque que tem, pela presença no Carnaval do Funchal, pela sua falta de educação, pelo domínio que exerce na Madeira, é justo também referir que deve ser conhecido pelas suas inaugurações quase diárias e pela forma como desenvolveu a Madeira, abrindo pontes e túneis em locais inóspitos e de dificil acesso, construindo e dinamizando o arquipélago para o turismo e qualidade para os seus habitantes. A culpa é dele, de ser como é? Não, a culpa é dos sucessivos governos centrais que nunca o puseram na ordem.
E Carlos César? Tem feito um trabalho pouco conhecido, razoável, embora seja mais dificil dinamizar os Açores que a Madeira, mas também ele é conhecido por ser um Jardim mas mais limado. No fundo, eu diria que são iguais.
O povo escolheu-os...e como o povo é soberano nestas coisas...
Eu sou sincero, não gosto de nenhum deles!

Hungria, que futuro?

A Hungria vive momentos dificeis. É, talvez, o país da Europa dos 25 que vive a mais grave crise. Crise essa que tem sido agonizada com factos recentes. Vamos então aos factos.
Ferenc Gyurcsany, líder do Partido Socialista Húngaro, chegou ao Governo prometendo aos húngaros resolver o défice de 6% que existia, erigindo reformas económicas que não afectassem o bolso dos magiares. Em Agosto descobre-se que Gyurcsany mentiu ao povo para ganhar as eleições. A verdade é que se tem assistido a uma desenfreada tentativa de controlar o défice e baixá-lo, de modo a que a Hungria entre na moeda única europeia. Os húngaros estão com menos poder de compra que os seus vizinhos eslovacos, checos, austríacos e eslovenos e também com um crescimento económico muito baixo.
A descoberta desta mentira resultou numa ira conjunta do povo húngaro contra Gyurcsany, tem sido levado a cabo manifestações, motins e actos de vandalismo nas principais cidades como na capital Budapeste e ainda em Debrecen e Szeged.
Recentemente, com os festejos dos 50 anos que passaram sobre a revolução intelectual húngara decretando-se liberdade perante o poder soviético(uma espécie de Primavera de Praga que anos depois viria a acontecer na antiga Checoslováquia), novos confrontos exigindo-se a demissão do primeiro ministro.
Nestas revoltas, um denominador comum: em todas elas, a extrema direita tem-se aproveitado para liderar esta revolta e para apregoar o seu amor patriótico e todos os seus ideais. O problema é que alguns países também vivem crises e também vêem a extrema direita renascer. Nos anos 20/30 do século passado, foi assim que os regimes totalitários surgiram, na descrença e descontentamento dos populares, exigindo alguém com pulso, exigindo força.
A nossa diferença dos húngaros reside na nossa abstracção e distracção dos problemas, vamos tendo o futebol para nos dar alegrias e uma meia dúzia de programas e acontecimentos para nos "encher a vista". É que nós, tal como os húngaros, estamos num beco sem saída...

Sugestões...parte 2

Faz 150 anos que se realizou no nosso país a primeira viagem de comboio, estreando-se então a linha Lisboa- Carregado.
Para comemorar a ocasião, a CP no dia 28 de Outubro não cobrará as viagens locais, regionais e as inter-regionais.
É uma boa oportunidade para deixar o automóvel em casa e viajar pelas nossas linhas férreas que contam histórias e nos mostram paisagens raramente vistas.
Um dia destes conto a minha melhor viagem de comboio...é um passeio lindissimo entre Faro e Lisboa.

Sugestões...parte 1

Até dia 5 de Novembro, Santarém acolhe mais um Festival da Gastronomia. É uma boa oportunidade para provar as iguarias feitas de norte a sul do nosso país, num certame que conta ainda com provas hípicas, exposições, artesanato, postos de turismo e música ao vivo. O Festival da Gastronomia continua a realizar-se na Casa do Campino, no Campo da Feira, num espaço típico ribatejano.
Há já alguns anos que não vou ao Festival da Gastronomia, pelo que recordo com saudade aquela que é, para mim, a melhor festa de Santarém e talvez mesmo do distrito.

Monday, October 16, 2006

Notas sobre o andebol...

Um blog pessoal é, sem dúvida, um excelente meio para nos darmos a conhecer às outras pessoas. Podemos falar sobre nós, podemos escrever aquilo que sentimos, o que pensamos, as visões que temos sobre os variados casos e acontecimentos que aqui e ali vão surgindo.
Vem isto a propósito sobre um blog de andebol que foi criado por um anónimo que, preferindo usar a capa da cobardia, tem dado largas à imaginação e provocado várias reacções de divisão, de gozo e alguma falta de respeito pelo clube ácerca do qual pretende informar.
A introdução que faço neste post não foi à toa. Só alguém que não me conhece pode dizer que sou eu o autor/comentador do blog em questão. Alguém que me conheça sabe muito bem que não usaria aquela linguagem, que não faltaria ao respeito, em primeiro lugar, ao clube, em segundo lugar, aos meus colegas e em terceiro lugar às pessoas que gostam do clube. Quem me conhece sabe bem que não faria(ou comentaria) algo tão primário e irracional quanto aquele blog é. Só quem não me conhece lançaria as suspeições que têm havido sobre mim por escrever o blog e esconder-me debaixo do anonimato para dizer mal disto ou daquele. Quem me conhece sabe muito bem que os problemas são debatidos nos espaços onde devem ser e com quem devem ser e não ser lavada roupa suja na praça pública, sabem muito bem que sou frontal.
Quem usa o blog só pode ser uma pessoa que, ou não joga e discorda em absoluto das decisões do treinador ou da comissão administrativa que gere o clube, ou então só pode ser um brincalhão que pretende desestabilizar a equipa.
Acrescento ainda que, apesar do meu nome ser usado em pelo menos dois posts, não irei fazer qualquer comentário sobre os textos em questão, guardando para mim e para os amigos mais próximos as opiniões sobre os mesmos.
Quero também referir que acho lamentável, deselegante e de alguma falta de respeito comentários que têm sido escritos por colegas de equipa em relação aos temas abordados(aqueles que lêem o blog do andebol sabem muito bem ao que me refiro).
Termino este post com aquilo que acho deplorável que é uma campanha de jogadores do plantel sénior em favor de um ou outro jogador ou atitude, quando a(s) pessoa(s) responsa
áveis pela equipa são a direcção e treinador.
Da minha parte, verão sempre a mesma atitude que tenho tido perante todas estas situações, que é de desinteresse pelo blog em questão e a de empenho nos treinos e jogos de forma a evoluir e a conquistar o meu lugar...sempre com o meu trabalho e dedicação e não com jogadas de bastidores.
O blog segue dentro de dia(s)...

Grandes Portugueses

Li com particular atenção o artigo de Vasco Pulido Valente no Público de domingo, a propósito do concurso que a RTP lançou cujo desafio é o de os portugueses elegerem o maior português de todos os tempos. O concurso começa com cerca de 200 hipóteses de escolha de vários nomes, onde se destaca a ausência do estadista e antigo chefe de regime Oliveira Salazar e do seu sucessor Marcello Caetano. A RTP apressou-se a justificar esta ausência, com nomes de "cultura democrática". Enfim...
Em Inglaterra e França, Churchill e de Gaulle foram os vencedores. E em Portugal?
Concordo na essência com a análise feita por Pulido Valente. Portugal não seguirá o exemplo dos dois países anteriores por não ter(ou não ter tido) nenhum político de excelência e cuja a opinião seja unânime em favor dessa personalidade(Aristides de Sousa Mendes seria um bom nome mas poucos ou nenhuns o conhecem). Figuras históricas...os portugueses estão habituados a confundir os feitos dos seus gloriosos ( e assim se evitam de ouvir disparates como a escrita dos Lusíadas por Gil Vicente- e aqui uma ligação directa com o insucesso escolar verificado no nosso país). Nas artes, poucos conhecerão obras de vulto da pintura, arquitectura ou literatura portuguesa. Assim, sobram os espectáculos. E aqui temos o nosso futebol(Eusébio e Figo) e o nosso triste fado(com Amália em primeiro plano). Se a estes lhes juntarmos o coitado do pai da Pátria portuguesa que é D.Afonso Henriques por ter sido o fundador e o primeiro rei de Portugal, e é um nome simpático para um sabichão qualquer, ficamos com um naipe de quatro nomes com fortes probabilidades de vencer este concurso.
E como diz Pulido Valente, este concurso "vai ser um belo retrato dos portugueses de hoje".
Estou curioso para saber o resultado, lá para meados de Março