Wednesday, February 14, 2007

Benfica

O maior clube do Mundo em número de sócios e o 20º mais rico do Mundo acabou de ser eliminado da Taça de Portugal pelo modesto Varzim comandado pelo benfiquista Diamantino(há benfiquistas por todo lado...). Foi uma exibição paupérrima, em que se notou claramente que o Benfica tem 11 jogadores titulares e capazes de colocar o Benfica a um patamar bem alto e tem soluções de recurso que não passam disso mesmo.
O meu Benfica tem um plantel capaz de conquistar os titulos desta época ainda em discussão, tem bons guarda redes, tem uma defesa sólida e um meio campo de músculo misturado com jogadores de bom recorte técnico. Porém, no futebol ganham-se os jogos marcando golos e para isso é preciso no ataque de finalizadores natos. O Benfica diante do Boavista e agora recentemente na Póvoa demonstrou uma incapacidade gritante em finalizar jogadas. Tem um único ponta de lança de raiz(Nuno Gomes que já passou claramente a sua melhor fase) e tem três avançados móveis mas todos eles com problemas físicos constantes(Mantorras, Miccoli e Derlei). Simão é quem vai safando...
Durante o mercado de Janeiro o Benfica recebeu cerca de 8/9 milhões de euros provenientes de vendas de dois jogadores. Exigia-se aos responsáveis do Benfica a contratação de um ponta de lança de qualidade, de créditos firmados. Não se pedia que gastassem a verba de receitas toda, até porque por cerca de 2/3 milhões de euros se garantia qualidade. O que me chateia é que qualidade veio muito pouca...e para agravar lá arranjaram um tacho na SAD a um ex-dirigente do Boavista.
Por estas e por outras não me tornarei tão cedo sócio do Benfica.

Sentimentos...

Um dos melhores sentimentos que podemos ter é aquele de dever cumprido e de não haver preocupações com tal assunto.
Os exames para a faculdade estão feitos, a passagem da minha equipa de andebol para a próxima fase está garantida. Mas enquanto que sabe bem descansar das aulas, ao andebol não se aplica o mesmo. São muitos dias sem jogar, sem haver um atractivo ou uma motivação para se treinar.
Enfim, de qualquer forma só regresso a estas duas "competições" em Março...

Linha do Tua

Este acidente na linha ferroviária do Tua faz-me lembrar dois acontecimentos recentes, tristes, ocorridos em Portugal: a queda da ponte de Entre-os-Rios e o naufrágio de um barco de pescadores de Caxinas ao largo da Nazaré. Faz-me lembrar Entre-os-Rios pelas características do acidente: transporte público de passageiros, má conservação pelas entidades responsáveis das vias, queda em rios perigosos, acidentados e de grande corrente. Faz-me lembrar também o naufrágio da Nazaré porque também para a salvação das pessoas acidentadas demoraram-se horas e horas e os meios de salvação não estavam nas melhores condições para serem utilizados. Nestes três acidentes houve mortos. E esta nota solta até podia ser de crítica aos sucessivos governos ou entidades responsáveis, ou até mesmo pelo mau funcionamento da justiça e pelos inconclusivos inquéritos. Mas não é. Apenas escrevo para ficar registado que mais um episódio triste aconteceu por cá.
E tenho um sentimentozinho especial negativo em relação ao acidente do Tua por ser num local fantástico, numa paisagem raramente explorada que merece sem dúvida que se conheça um dos locais mais selvagem, mais inóspito, desértico, granítico, porventura mais assustador, que é ver o Tua rasgar montes que parecem inultrapassáveis.
Foi uma das mais arrojadas construcções da engenharia portuguesa do séc.XIX, quero um dia conhecê-la e vivê-la...

Monday, February 12, 2007

Análise aos resultados do Referendo do dia 11/2

Os portugueses deram, no passado dia 11 de Fevereiro, um sinal ao Governo do Engº Sócrates daquilo que querem em relação à questão do aborto. 6 em cada 10 portugueses votaram no Sim, cerca de 4 milhões de portugueses foram às urnas, sendo que ainda assim houve uma elevada taxa de abstenção que torna o resultado do referendo como não vinculativo.
Não me quero repetir em relação a este assunto, respeito o resultado conseguido e expresso pelos portugueses em votos. O que hoje quero dizer é aquilo que deverá acontecer...
A elevada abstenção mostra mais uma vez que a questão do aborto é, para muitos, irrelevante e que cuja matéria não deveria estar na agenda política. Contudo, é necessário referir que desta vez acorreram às urnas cerca de mais 1 milhão de votantes que em 1998. E que talvez assim se explique " a maturidade democrática mostrada pelos portugueses", dita vezes sem conta tanto pelo lado do Sim como pelo do Não.
Quanto aos resultados práticos, confirmou-se a regra: Norte e ilhas mais conservadores, um Sul mais "moderno" por ter ganho o Sim, onde os distritos tradicionais de maioria PCP(será esta a tal modernidade?) ganharam e acrescentaram a si o enclave no Norte do distrito do Porto.
Quanto a vitórias e derrotas pessoais, os destaques vão, sem dúvida, pelo protagonismo assumido nos dias finais da campanha por José Sócrates, que afirmou que caso ganhasse o Não(e isto em resposta à questão da despenalização da mulher também defendida pelo Não) não alteraria a lei. O povo português deu assim a Sócrates o que ele queria, a vitória do Sim para não ficar ele responsável pelo que se seguirá. Ainda assim, a alteração na lei terá de passar pela maioria PS no Parlamento. Derrotas pessoais propriamente ditas, não creio que existam, embora o CDS-PP seja um dos derrotados da noite. Porém, recuso a ideia que foi uma derota da Direita e uma vitória da Esquerda, a questão não era ao nível partidário.
Quero ainda salientar que estes resultados podem ter uma leitura religiosa, a Igreja Católica Portuguesa pode e deve apresentar-se apreensiva por um número ainda significativo de votantes católicos ter optado pelo Sim. É um claro sinal de uma sociedade que vai perdendo valores e que a Igreja tem vindo a perder a influência de outrora.
Dado o Sim pelo povo português ao Governo, o que poderá acontecer daqui para a frente? Bem, eu creio que nem mesmo o Governo sabe, porque durante a campanha não houve um único suporte válido e conclusivo do Sim àcerca do que se alterará. E confesso que há razões para estar apreensivo porque o Ministro da Saúde Correia de Campos não sabe bem o que fazer, a sua única certeza é dar igualdade de acessos aos serviços de interrupção voluntária da gravidez.
De qualquer forma, há que acrescentar o seguinte: o Serviço Nacional de Saúde não tem condições de resposta à procura dos seus serviços, já de si um sistema obsoleto pela enorme lista de espera para outros serviços de resposta a doenças mais graves. Não existem recursos humanos suficientes, recursos físicos e financeiros capazes de serem solução deste problema. O Ministro da Saúde não sabe o que fazer perante os médicos que alegarem objecção de consciência, quantos serão os que rejeitarão fazer um aborto. E as mulheres que estiverem à espera de abortar e que entretanto passem das 10 semanas? Se a tudo isto juntarmos o facto de que o aborto clandestino continuará, podemos concluir que está instalado o caos. E aí entrarão as clínicas privadas espanholas, com abortos na ordem dos 400 euros e que(soube ontem e acho incrível) segundo a directora da clínica dos Arcos(Badajoz) já se constrói em Lisboa uma clínica especializada em abortos, isto antes de se saber o resultado de ontem do referendo.
Enfim, apenas espero que o Estado continue a apoiar as instituições pela vida e que seja dado um tratamento igual quer no acompanhamento e em subsídios a quem queira ter um filho e a quem queira abortar...

Tuesday, January 30, 2007

Considerações sobre o Referendo de 11 de Fevereiro...

Passados 8 anos sobre o referendo realizado àcerca do aborto, no qual foi expressa a vitória do Não, o povo português é chamado no dia 11 de Fevereiro às urnas para novamente votar esta questão. Nunca antes na ainda curta história da democracia do nosso país se colocaria em causa eleições com a justificação da anormal abstenção verificada em 99.
Considero ser, este tema, uma questão muito delicada em que pessoas dos vários quadrantes se manifestam divididas pelo sim e pelo não. Não é fácil mandar para a cadeia mulheres, argumentam uns, não é fácil abortar, argumentam outros. Desde já há que demarcar esta questão do foro político e religioso, pois não é disto que se trata...trata-se de uma questão criminal(somente criminal para o Dr.Jorge Sampaio) mas também de moral, de valores, de Direito, de saúde, etc.
Vou votar no próximo dia 11 de Fevereiro no Não, pois considero os seus argumentos demasiado fortes para serem ignorados, bem como pelo facto de ser o único voto e solução que cuida da mulher e da criança que nasce dentro de si.
Proponho-me ao longo destas linhas tecer os meus argumentos, os meus comentários sobre toda esta questão, sensível e complexa, justificando assim o meu voto. Irei analisar este tema por vários pontos.
Começo pela lei. A lei em causa todos a conhecem. Se a lei é inflexível e desfasada da modernidade? Bem, a Polónia, Malta e Irlanda pura e simplesmente não permitem o aborto. Se os outros países são mais modernos por terem uma lei que permite o aborto? Bem, a pena de morte já foi abolida e faz-se a justiça através de outras instituições e orgãos...o que quero dizer é a morte do feto/criança não é uma solução de modernidade, não é uma solução do séc. XXI.
As leis são feitas para serem cumpridas, e eu, como democrata e respeitador de um Estado de Direito que sou, só tenho de me limitar a cumprir a lei. A Constituição é o topo da pirâmide normativa, já diziam os professores de Direito. São o resultado dos costumes e práticas de um país, são as bases na qual o país deve assentar e executar as suas linhas orientadoras. Diz o Art.24º o seguinte: A vida humana é inviolável. Mais claro que isto não há. Mas posso também acrescentar o seguinte: Art.9º b) São tarefas fundamentais do Estado garantir os direitos e liberdades fundamentais e o respeito pelos príncipios do Estado de direito democrático. Isto também é claro. Mas ainda acrescento o Art.69º 1 e 2, que referem basicamente que o Estado tem o dever de assegurar especial protecção às crianças orfãs, abandonadas e que não sejam alvo de qualquer forma de discriminação e opressão. Isto em resposta a quem não tem condições de assegurar um futur digno à criança.(custou-me tanto ouvir o constitucionalista Vital Moreira a dizer que o Não não se deve basear na lei...parece anedota).
No que toca à criminalização da mulher, o Código prevê uma pena até 3 anos de prisão para quem cometer um aborto, mas nenhuma mulher foi presa e muitas nem sequer tiveram julgamento, há também quem sugira trabalho comunitario para as mulheres que abortam.... O cartaz do Sim com uma mulher atrás das grades é uma farsa!
Medicamente falando, também não existem grandes dúvidas. Um bébé até ao limite proposto pela pergunta do referendo tem vida, tem orgãos, tem um coração que bate a cerca de 180 pulsações por minuto, tem sistema nervoso desenvolvido, apenas lhe faltando a formação dos pulmões. Não há que enganar, é uma vida que se está abortando! E mesmo que não estivesse formado um corpo, desde a fecundação à morte natural, seja feto ou criança, é uma vida que temos, que podemos observar por uma ecografia...

O Não propõe uma solução para as mulheres. O Não propõe que mulheres que tenham tido uma gravidez que não fora planeada, que essa gravidez se torne desejada. Como? Desde 1999 que se criaram inúmeras associações de apoio a grávidas, de apoio à vida, onde estão conhecedores que aconselham mulheres que se vejam sozinhas nesta situação. Numa altura em que se fala de paridade e igualdade, as mulheres não podem passar pela vergonha e humilhação de fazerem um aborto, não há que transformar o errado em certo, não há que resolver esta situação pelo mais fácil, pela morte do indefeso que assim não tem direito a nascer, não tem direito à vida. Essa solução seria tomada séculos atrás, em épocas que não se falavam de direitos humanos, que não haviam conhecimentos...abortar é regredir, é tornar banal a morte, é matar de ânimo leve...será a dignidade da mulher apenas até às 10 semanas? custará a vida de um inocente ser humano um aborto numa clínica privada?
As consequências da vitória do Sim são simples: o Estado não tendo condições para equipar hospitais públicos para a especialização do aborto financiará clínicas privadas espanholas especializadas que tomarão conta do "negócio". Pergunto-me então como é possível fecharem-se maternidades por esse país fora para dar dinheiro às clínicas de aborto...não se financia nem se protege a vida, apenas se protege e se financia aquelas que, por uma maneira ou outra, vão abortar. Coma vitória do Sim o aborto aumentará exponencialmente. Dados do Eurostatt mostram que entre o primeiro ano de liberalização do aborto até aos dias de hoje o crescimento do aborto se tem feito na ordem dos 50% para cima. Quero com isto dizer que se utilizará também o aborto como medida de contracepção...estou curioso para verificar se haverão quedas nas vendas dos actuais e legais métodos contraceptivos... No que toca ao fim da clandestinidade desta prática, esta é também uma falsa questão porque os abortos clandestinos vão continuar porque haverão muitas mulheres que não estão dispostas a dar a cara nestes meios.

Convém relembrar que os defensores do Sim nesta questão(e neste caso particular refiro-me aos do Bloco de Esquerda e PCP) são os mesmos que participam em acções a favor dos direitos dos animais, portanto a forma como são mortos os mesmos. Será que não os inquieta o facto de se perder uma vida humana e de como será feito esse acto? Será que em ambos os casos não se defende a vida?
O Sim, com a vitória no bolso, enganará os seus votantes. No Parlamento encarregar-se-ão de mudar a lei conforme prazos e meios que quiserem.
Critico também a forma como o PS, a reboque de partidos políticos radicais, se deixou levar nesta questão, colocando na agenda política este tema numa altura fulcral para Portugal não perder o comboio da vanguarda europeia nomeadamente em sectores da economia, cultura, educação entre outros. O tempo de antena desta questão já teve o seu período e o povo português ja fez questão de expressar a sua vontade.
Critico também a dualidade de tratamento às duas plataformas de voto que tem sido dada pela comunicação social, claramente focando objectivas para o Sim e ir procurando assim que pode denegrir os argumentos do Não. Voltamos ao Estado Novo em que a classe política dominante instrumentalizou e partidarizou a comunicação social do nosso país para jogar de acordo com os seus interesses.
Termino esta reflexão com uma pequena declaração e ponto de vista. Vou votar Não porque quero viver num país que privilegie a vida e não a morte e o negócio, em que se criaram associações de defesa à vida, à mulher, às famílias e às crianças em risco, quero viver num país onde se proclama liberdade por tudo e por nada e não garante ao ser mais indefeso liberdade de poder nascer, onde não há direito à vida. Actualmente vivo num país que para se ter uma consulta de planeamento familiar se demoram meses, para se executar a lei de Adopção( e veja-se nos problemas que dá com o caso Esmeralda) se demoram anos e para se abortar, para se facilitar a morte se demoram dias e um cheque passado, quero viver num país em que o preço da vida sejam os valores éticos, morais e cristãos, em que se deixe trazer ao Mundo mais um de nós. Não quero viver num país desprovido de valores, em que a lei seja constantemente e abusivamente violada, não quero viver num país que feche maternidades e em que hajam mais abortos que nados e que cujo Estado foge às suas responsabilidades de protector social e passe a ser um Estado/Governo PS unicamente a pensar no negócio e em aumentar as suas receitas.

Dia 11 de Fevereiro voto pela Vida e, responsavelmente voto Não!!!

Sunday, November 26, 2006

Cavaco Silva em Belém

Se o CDS-PP e o PSD apoiaram Cavaco Silva na corrida a Belém para que este fosse um contra-peso a Sócrates, enganaram-se redondamente. E talvez pela postura que Cavaco Silva tem tido em "deixar governar" José Sócrates e pela proximidade em formas de governar e de ser dos dois se explique a má oposição que tem havido da parte das bancadas parlamentares da Direita. Falta de criatividade destes, de trabalho em campo ou pura e simplesmente...incompetência.
Há que, então, trabalhar a dobrar até porque não falta matéria para se fazer oposição a este Governo...

Épocas...

Para as alturas do ano que vivemos, ou para as alturas do dia que passamos, tentamos sempre encontrar algo que nos alegre, que nos faça sentir melhor. Se no Verão é o calor, o descanso, a praia, a paixão e tudo o mais associada a esta estação do ano, para muitos o Inverno é depressão tristeza, chuva.
Por esta época do ano gosto de estar em Lisboa, e talvez não tenha tanta falta de casa(embora goste sempre de estar com família, amigos e de estar na minha terra). Lisboa fica com uma certa magia no ar, com um ar de cidade civilizada e próxima das outras capitais europeias, anoitecendo mais cedo dá uma vontade enorme de sair e conhecer os recantos, ver as luzes, no fundo sentir Lisboa.
Acho deslumbrante a vida das cidades à noite. É-me díficil explicar o porquê(e não me sinto nada um noctívago, bem pelo contrário) mas acho que há algo de especial na vida nocturna. Gosto de sair em Lisboa à noite, sentir o frio na pele mas procurando sempre locais acolhedores, de sair e cantar na rua(em voz baixinha, claro) aquelas músicas que sinto falta, sair com os amigos, ir a vários sítios...é díficil explicar...
Provavelmente é a magia do Natal que está a chegar...

David Fonseca e André Sardet

David Fonseca e André Sardet têm-se mostrado dois excelentes musicos, provavelmente os dois melhores da nova geração que está a aparecer por Portugal.
Têm enchido salas de espectáculos um pouco por todo país e têm subido no top de vendas de albuns em Portugal.
David Fonseca é, para mim, o melhor por cá. Alia um extraordinário conhecimento de música a uma voz excelente, sempre também acompanhado por muito bons músicos. Mostrou nos Silence4 estar muito acima do que se ouvia na altura(foi o primeiro CD que comprei) e mesmo com o fim da banda, David Fonseca tem feito um bom percurso a solo. Tem uma cultura musical notável!
Quanto a André Sardet, são ritmos mais calmos, mas de muito bom nível. Há muitos anos que gosto de o ouvir, pelo que me surpreende só agora atingir alguma fama e ver agora o seu trabalho reconhecido, mesmo com canções de há 5anos atrás(isto se não for mais tempo)...
E acrescento que qualquer um dos álbuns, para a época festiva que se aproxima, é um bom presente para se oferecer.

Sottomayor Cardia

No passado domingo, dia 19 de Novembro, faleceu Sottomayor Cardia, fundador do Partido Socialista em Portugal, antigo ministro da Educação, antigo candidato presidencial(um pouco à revelia do partido, tal como Manuel Alegre)...foi meu professor de Teoria do Estado, no meu segundo ano de curso. Recordo um homem muito sabedor, de cultura vastíssima, mas já claramente em curva descendente em relação aos seus atributos...
Fica a minha homenagem a um dos que também lutou pela democracia no nosso país.

Friday, November 17, 2006

Isto só visto...

Nada me espanta já! É certo que não existe nenhuma restrição a um político/autarca participar num concurso televisivo, mas há sempre uma conduta ética que permite fazer a distinção entre a realidade e a "ficção"(televisão).
Pois bem, à pergunta feita por Fernando Mendes, o apresentador do concurso Preço Certo em Euros, de o que é que fazia, o tal concorrente respondeu o seguinte: "De momento, sou o Presidente de Câmara de Tarouca."
E esta hein?

Tuesday, November 14, 2006

Mau, muito mau...

É horrível abrir jornais com a história que A Bola e O Público têm e ler colunistas execráveis a opinar como Jorge Olímpio Bento e Eduardo Prado Coelho. E o "rosinha" Prado Coelho é demais...

Sunday, October 29, 2006

Cheias...

Na noite de 24 para 25 de Outubro, abateu-se sobre Portugal uma verdadeira bátega de água, mais concretamente na zona centro da país e na área da capital. A chuva provocou, como costuma ser normal, o caos em Lisboa mas fez estragos noutros pontos do país, inundando ruas e casas um pouco por todo país. Os exemplos mais vísiveis(e também mais graves) ocorreram em Pombal e Soure, com a subida do Arunca, em Tomar, com a subida do Nabão e na zona de Leiria/Marinha Grande/Batalha, em que o Lis e o Lena saltaram das margens.
A questão das cheias partilha do mesmo problema da história dos incêndios: as Câmaras Municipais, em conjunto com o Serviço Nacional de Florestas, deveriam ter a preocupação de cuidar, preservar, limpar e vigiar as matas e florestas pelo nosso país fora.O que acontece? Todos os anos resultam em milhares e milhares de hectares de zonas verdes ardidas. E nas cheias? Saneamento básico que funciona mal, não escoando suficientemente a água, esgotos e valetas entupidas e rios e rios mal limpos, acumulando lixo no seu interior. Para além disto, a informação do Serviço Nacional de Protecção Civil parece ser desprezível para a população.
Em tudo isto, nota-se uma mentalidade evidente de despreocupação, quer pela população no geral e , mais grave, pelos políticos que deveriam zelar pelo bem-estar das suas populações.