Wednesday, May 03, 2006

O Petronacionalismo segundo Morales

Evo Morales não pára de surpreender. Depois do presidente boliviano ter quebrado as regras dos protocolos dos chefes de Estado aparecendo na sua primeira visita oficial a Espanha junto de Zapatero com um polo bastante descontraído e despojado de qualquer importancia, agora decidiu nacionalizar as suas reservas de petróleo e gás natural. A Repsol e a Petrobras, as exploradoras, têm um mês para sairem do país.
Esta situação deve ser analisada com base em factores económicos e políticos. A nível económico, a Bolívia continuará a ser o país mais pobre da América do Sul, isolando-se cada vez mais da cena económica do seu continente, exportando o pouco petróleo e gás natural que tem para ir sobrevivendo. Certamente que haverão poucos interessados. A nível político, estamos perante mais uma rebelião contra as potências mundiais e certamente mais um país a seguir os caminhos que Chavez e Fidel trilharam para as suas Venezuela e Cuba. Sem dúvida, um caso bicudo para a Mercosul resolver.

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